Já gozei de boa vida
tinha até meu bangalô
cobertor, comida,
roupa lavada,
vida veio e me levou.
(O Velho Francisco - Chico Buarque)
Ontem tivemos no bar uma cena constrangedora.
Cheguei atrasado, e esqueci de fechar a caixa do violão e encostá-la à parede, como costumo fazer. Numa mesa próxima ao pequeno tablado -- o qual chamamos, meio com ternura, meio com ironia, de palco -- estavam sentados alguns homens de meia-idade, todos engravatados. O bar fica numa área de muitos escritórios, e é comum aparecerem estes grupos por lá. Chegam para o happy hour e sentem-se meio deslocados. Fazem muito barulho e são os que ignoram os músicos mais ostensivamente. Pois então, estavam lá os homens de negócio com sua bablbúrdia habitual e eu tocando Samurai, do Djavan. Ao terminar a música, o mais bêbado deles veio cambaleando e jogou uma nota de cinco reais na caixa do violão. Fiquei sem reação nenhuma: Não sabia se era alguma brincadeira besta ou se ele acreditava mesmo que era para isso que a caixa estava ali. O silêncio que se seguiu -- denso e incômodo - foi quebrado pela voz do Preto Velho:
-- Toca Rosa, filho.
O Preto Velho aparece todas as sextas-feiras. Vem sempre de terno branco e chapéu, pede uma cerveja que leva uma eternidade para terminar e pede sempre alguma música da velha guarda. Eu atendo na medida do possível, já que canções assim não são muito freqüentes em meu repertório, embora as aprecie. E quando eu toco a música pedida, ele acompanha apenas movendo os lábios, de olhos fechados. Uma ou duas vezes eu acho que o vi chorando.
Não sei nada sobre ele, e nem sei se quero saber. O olhar dele quando termino uma de suas músicas é melhor que qualquer aplauso. E agora devo mais essa a ele, me fez até esquecer do acinte que foi o dinheiro jogado a mim, como se eu fosse uma foca amestrada ou coisa assim.
Mas confesso que depois de tocar, parte de mim ficou esperando que o homem viesse me trazer outra nota. Não me censurem, são tempos difíceis.
chibatado pelo Chicote Verbal
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25.11.02
Eu sonhei que a minha dentista estava analisando uma foto do meu cu. Ela colocava a foto naquela luz onde se colocam as radiografias e ficou analisando. Bizarro, né?
iluminado pela abstinência (quase) total
iluminado pela abstinência (quase) total
Incrível que eu não tenha sido eletrocutado, já que pelo menos meia dúzia dos ribombantes raios caiu a menos de 50 metros de onde eu estava: uma construção de aço no meio de um estacionamento.
faiscado do Mario AV
faiscado do Mario AV
..seria tudo...
dia cansativo apesar de não ter feito nada...preciso relaxar...estou fumando um...minha tpm parece que voltou...ops...parece que já foi tbém...hehehe...a erva fazendo efeito....ele tá com a mão no meu peitinho...estou de regata rosa (meeeiga!) e calcinha preta...ele?, do jeito que eu mais gosto que ele fique, de cuequinha branca...com a barba sem fazer por uns dois dias...chupando meu pescoço...lambendo minha nuca...eu aqui postando...por enquanto..............................
peguei no pau dele por cima da cueca...gostoso...ele colocou o dedo na minha calcinha e tá apertando...pressionando...quer tirar minha regata???....hahaha...tira...pega no meu no meu peito...
ele tá se masturbando pra mim ver...pau gostoso...ele bate punheta de uma maneira selvagem que tá me deixando bem excitada...
é uma delícia ver alguém se dando prazer...eu amooo....ele tá me chupando ... o recado surtiu efeito imediato..vou aproveitar...
Safadinha vai trepar...
eflúvios do Breathing sex...
dia cansativo apesar de não ter feito nada...preciso relaxar...estou fumando um...minha tpm parece que voltou...ops...parece que já foi tbém...hehehe...a erva fazendo efeito....ele tá com a mão no meu peitinho...estou de regata rosa (meeeiga!) e calcinha preta...ele?, do jeito que eu mais gosto que ele fique, de cuequinha branca...com a barba sem fazer por uns dois dias...chupando meu pescoço...lambendo minha nuca...eu aqui postando...por enquanto..............................
peguei no pau dele por cima da cueca...gostoso...ele colocou o dedo na minha calcinha e tá apertando...pressionando...quer tirar minha regata???....hahaha...tira...pega no meu no meu peito...
ele tá se masturbando pra mim ver...pau gostoso...ele bate punheta de uma maneira selvagem que tá me deixando bem excitada...
é uma delícia ver alguém se dando prazer...eu amooo....ele tá me chupando ... o recado surtiu efeito imediato..vou aproveitar...
Safadinha vai trepar...
eflúvios do Breathing sex...
Outro dia foi engracado tambem. Estava eu num supermercado bem grande, cheirando umas essencias para banho, quando uma voz bem grossa e autoritaria me tirou a concentracao: "Nao va comecando com essa mania de colocar tudo o que ve pela frente na boca nao, viu?". Eu me virei ja pronta para me defender dizendo que eu so estava cheirando, quando vi que se tratava de um senhor falando com o filhinho de uns quatro anos, + ou -, que ja tinha enfiado metade do desodorante na garganta.
direto de London, London
direto de London, London
A festa lá do Stripper of the Year foi bem legal. Rola muitas performances além dos stripteases normais e tradicionais e alguns são bizarros, criativos, engraçados. Estou na final, que rola daqui a 3 semanas e estou contente por ter participado do evento. Não rola grana mas o público é diferente do que temos no dia-a-dia e a sensação é de estar num show bem produzido. A gente se sente meio estrela e é bom dançar para uma galera que nunca foi num club/pub de strip.
E a mulherada dos lugares onde trabalho entrou numas de tomar remédio para emagrecer. Quando soube da nova moda, expressei logo minha contrária e veemente opinião. "Basta comer direito e se exercitar". Claro, que vindo de que quem aparentemente não tem nenhum problema com a balança, a alguns não entra fácil. E não é que uma das tomadoras de moderadores de apetite - que faz parte do meu restrito círculo de colegas-amigas - passou todo o dia ontem, gentilmente, dando-me chocolates (coisa que nunca antes ela fizera) . Talvez eu esteja imaginando coisas, mas interpretei isso como uma, talvez inconsciente, medida de me fazer passar para o outro lado...
despido do Naked Emotions
E a mulherada dos lugares onde trabalho entrou numas de tomar remédio para emagrecer. Quando soube da nova moda, expressei logo minha contrária e veemente opinião. "Basta comer direito e se exercitar". Claro, que vindo de que quem aparentemente não tem nenhum problema com a balança, a alguns não entra fácil. E não é que uma das tomadoras de moderadores de apetite - que faz parte do meu restrito círculo de colegas-amigas - passou todo o dia ontem, gentilmente, dando-me chocolates (coisa que nunca antes ela fizera) . Talvez eu esteja imaginando coisas, mas interpretei isso como uma, talvez inconsciente, medida de me fazer passar para o outro lado...
despido do Naked Emotions
Nunca ouvi de uma pessoa que tenha feito endoscopia e tomado essa injeção que ela não gostou da chapação e/ou que não pensou em ter mais um desses tubinhos por perto. Fiquei com vontade de pedir uns tubinhos desse sedativo para a enfermeira, mas fiquei com vergonha...
Eu também não dormi, fiquei numa boa, mas totalmente relaxado, paz total. Terminado, saí andando do consultório. Mas era como andar nas nuvens.
selecionado de todos os cães merecem o céu
Eu também não dormi, fiquei numa boa, mas totalmente relaxado, paz total. Terminado, saí andando do consultório. Mas era como andar nas nuvens.
selecionado de todos os cães merecem o céu
EU TAMBÉM SOU CONCRETISTA
Mudei radicalmente minha opinião sobre os poetas concretos. Agora, também quero ser um deles: deve ser uma delícia fazer auto-elogios sem nenhum escrúpulo de consciência, ser "de vanguarda" por 50 anos e viver cercado por gostosíssimas estudantes de semiótica. Antes, eu acreditava que o concretismo era uma espécie de clube privê de cujas vantagens eu não podia desfrutar. Que crasso preconceito o meu. Súbito descobri que, para exibir orgulhosamente meu título de sócio do clubinho concreto, bastava compor poemas com o mínimo de palavras e o máximo de exegese. E, como já mandei a modéstia às favas, asseguro que na primeira tentativa alcancei as alturas da obra-prima. Mas julguem vocês mesmos. Primeiro, o poema:
CÚ
Não perceberam a genialidade da coisa? Ah, claro, vocês não têm as referências necessárias. Então aqui vai a análise, para que vocês captem a multiplicidade de sentidos dessa maravilha.
1) Em português, palavras como "cu", monossílabo tônico terminado em U, não levam acento. Sua inclusão, portanto, é uma transgressão da norma gramatical que visa ressaltar o aspecto ideogrâmico do CÚ, com base na poesia de Pound e nos estudos de Fenollosa. Assim é que o acento sobre a letra U assume caráter fálico e reproduz iconicamente uma penetração anal, fazendo com que o poema possa ser lido como "pau no cu".
2) O próprio desenho das letras permite outras interpretações igualmente interessantíssimas. O C representa o sujeito- curvado-sobre-si-mesmo, alheio a tudo aquilo que não seja sua eterna contemplação narcísica. O U, por sua vez, é uma letra aberta para cima -imagem do sujeito ávido pelo contato com o mundo exterior e buscando compensar a falta que, no entanto, o constitui, como diria Jacques Lacan. É por essa abertura ínfima que o acento-pênis transgressor se introduz. Contra a natureza e contra as leis da gramática, o CÚ se afirma como sujeito subversivo, revolucionário e, sobretudo, baitola.
3) O poema também se inspira nos ready-mades de Marcel Duchamp. Assim como um penico pode ser exposto num museu, também o CÚ, clássico grafito de banheiro, pode ser elevado à categoria de poesia e questionar de maneira instigante (eu tinha que usar esse adjetivo) as fronteiras entre arte e antiarte. Outra influência evidente é Mallarmé, com seu poema "Un Coup de Dés Jamais n'Abolira Le Hasard": a palavra "coup", como vocês devem saber, pronuncia-se "cu", e a poesia da modernidade jamais teria sido a mesma sem o "coup" do Mallarmé.
Vou ligar amanhã mesmo para Haroldo, Augusto ou Décio para exigir minha carteirinha de sócio. E ai deles se não gostarem da minha obra-prima. Que enfiem o dedo nela e rasguem.
colhido da |
Mudei radicalmente minha opinião sobre os poetas concretos. Agora, também quero ser um deles: deve ser uma delícia fazer auto-elogios sem nenhum escrúpulo de consciência, ser "de vanguarda" por 50 anos e viver cercado por gostosíssimas estudantes de semiótica. Antes, eu acreditava que o concretismo era uma espécie de clube privê de cujas vantagens eu não podia desfrutar. Que crasso preconceito o meu. Súbito descobri que, para exibir orgulhosamente meu título de sócio do clubinho concreto, bastava compor poemas com o mínimo de palavras e o máximo de exegese. E, como já mandei a modéstia às favas, asseguro que na primeira tentativa alcancei as alturas da obra-prima. Mas julguem vocês mesmos. Primeiro, o poema:
CÚ
Não perceberam a genialidade da coisa? Ah, claro, vocês não têm as referências necessárias. Então aqui vai a análise, para que vocês captem a multiplicidade de sentidos dessa maravilha.
1) Em português, palavras como "cu", monossílabo tônico terminado em U, não levam acento. Sua inclusão, portanto, é uma transgressão da norma gramatical que visa ressaltar o aspecto ideogrâmico do CÚ, com base na poesia de Pound e nos estudos de Fenollosa. Assim é que o acento sobre a letra U assume caráter fálico e reproduz iconicamente uma penetração anal, fazendo com que o poema possa ser lido como "pau no cu".
2) O próprio desenho das letras permite outras interpretações igualmente interessantíssimas. O C representa o sujeito- curvado-sobre-si-mesmo, alheio a tudo aquilo que não seja sua eterna contemplação narcísica. O U, por sua vez, é uma letra aberta para cima -imagem do sujeito ávido pelo contato com o mundo exterior e buscando compensar a falta que, no entanto, o constitui, como diria Jacques Lacan. É por essa abertura ínfima que o acento-pênis transgressor se introduz. Contra a natureza e contra as leis da gramática, o CÚ se afirma como sujeito subversivo, revolucionário e, sobretudo, baitola.
3) O poema também se inspira nos ready-mades de Marcel Duchamp. Assim como um penico pode ser exposto num museu, também o CÚ, clássico grafito de banheiro, pode ser elevado à categoria de poesia e questionar de maneira instigante (eu tinha que usar esse adjetivo) as fronteiras entre arte e antiarte. Outra influência evidente é Mallarmé, com seu poema "Un Coup de Dés Jamais n'Abolira Le Hasard": a palavra "coup", como vocês devem saber, pronuncia-se "cu", e a poesia da modernidade jamais teria sido a mesma sem o "coup" do Mallarmé.
Vou ligar amanhã mesmo para Haroldo, Augusto ou Décio para exigir minha carteirinha de sócio. E ai deles se não gostarem da minha obra-prima. Que enfiem o dedo nela e rasguem.
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"Só porque ninguém está ouvindo, não significa que não deva ser dito".
Shugueki
lapidado no Vale o Escrito
Shugueki
lapidado no Vale o Escrito
Veio uma pergunta: "Tu é o amigo carioca da Clarissa?". Sou, respondi. "É vc que tem os bichinhos?". Sou, p q?, respondi tb, né. As figuras foram abaixo de rir. "Ué, vc nao tem cara de quem tem bicho de pelúcia", disse uma com surpresa. E daí, pra ter bicho assim tem que ter cara?, disse na boa e surpreso com a surpresa das pessoas.
Tenho uma capivara de pelúcia sim e daí? Vai encarar?
relatado pelo Preto, Pobre e Suburbano
Tenho uma capivara de pelúcia sim e daí? Vai encarar?
relatado pelo Preto, Pobre e Suburbano
A Sônia é professora da Fundação... 5a à 8a... Ela não quer ter filhos... Me incentivou a sair de casa, nem que eu vá morar com eles lá em São Sebastião... Nunca questionei o modo como minha mãe nos trata... É extremamente controlador... Sempre me achei um sangue-suga, lembrei que o pai perde uma parte do salário dele que é razoável depois de mais de 20 anos no Senado... Não é senador... Nem sei o que ele faz, nunca me interessei... Pois então, eu me sentindo um inútil completo enquanto estou sendo explorado pela minha própria mãe, que "cuida" do nosso dinheiro. Penso em falar com o meu pai, seja para me consagrar um inútil dispensando a pensão, ou um playboy criando uma conta num banco para receber a grana... Acho que ele fez algum curso de direito... Foi quando ele estava pensando no divórcio... Eu tentando juntar as peças do meu quebra-cabeça...
exalado de Life sucks
exalado de Life sucks
De cara ela sorriu. E eu sorri. Ainda arrastava uma cadeira onde mais tarde sentariamos juntos. Eu puxei pra atras da dela, ela alinhou com a minha e ficamos lado a lado, tal qual, Eu e Ela. GUTA et moi.
Sorrimos. Nos olhamos. Estava Cheirosa. Hoje só hoje, cheguei mais perto da boca, do perfume que é dela. De perto o amor é mais diferente.
Se voce ta me achando um cara estranho é porque nao me conhece.
E como ela é cheirosa. deu vontade de ultrapassar um braco e abraca-la de leve, lento. deu vontade, mas passou porque o juizo meu veio antes de eu fazer o que ate hoje espero um dia fazer.
referido pelo pitombeiras lar mazela
Sorrimos. Nos olhamos. Estava Cheirosa. Hoje só hoje, cheguei mais perto da boca, do perfume que é dela. De perto o amor é mais diferente.
Se voce ta me achando um cara estranho é porque nao me conhece.
E como ela é cheirosa. deu vontade de ultrapassar um braco e abraca-la de leve, lento. deu vontade, mas passou porque o juizo meu veio antes de eu fazer o que ate hoje espero um dia fazer.
referido pelo pitombeiras lar mazela
Ironia do destino, pra mim, é eu lembrar que eu nao tinha nenhuma foto com a menina que eu gosto. Nem 3x4, nem minha com ela, nem assim que ela apareça nos cantos.
Pois é
Nao Tinha
Pq agora eu tenho
Sabem porque?
Pq eu tirei uma com ela
No dia em que eu soube que eu nunca vou ficar do lado dela.
Nao do jeito que eu quero
E agora essa foto chega aqui em casa.
E eu coloquei-a, ali em cima
Num lugar onde eu sempre olho, quer queira, quer nao
E eu, sinceramente, nao sei exatamente o que sinto quando olho pra essa foto
Nao sei se fico triste pq aquilo ali nunca vai acontecer
Nao sei se fico feliz pq eu tou com ela ali.
Ta foda, cara
Ta muito foda
Eu tou perdido, sem referencia. Assim que me sinto
retirado do Bangulhus
Pois é
Nao Tinha
Pq agora eu tenho
Sabem porque?
Pq eu tirei uma com ela
No dia em que eu soube que eu nunca vou ficar do lado dela.
Nao do jeito que eu quero
E agora essa foto chega aqui em casa.
E eu coloquei-a, ali em cima
Num lugar onde eu sempre olho, quer queira, quer nao
E eu, sinceramente, nao sei exatamente o que sinto quando olho pra essa foto
Nao sei se fico triste pq aquilo ali nunca vai acontecer
Nao sei se fico feliz pq eu tou com ela ali.
Ta foda, cara
Ta muito foda
Eu tou perdido, sem referencia. Assim que me sinto
retirado do Bangulhus
Meu deus! Deixa eu parar de rir! Calma aí!
Levei o tal cachorro ao parque. Tem longos gramados e crianças a rodo. Se o cachorro for grande, será um bom lugar para ele, mas um inferno para as crianças. E se o cachorro for pequeno a equação se inverte: um inferno para ele, um paraíso para crianças. No caso do rato, a segunda opção era válida. Tinha uma garotinha - de uns 5 anos, mais ou menos - que perseguia o pobre animal a torto e a direito. E, quando alcançava, puxava seus pêlos e balançava-o pelas patas. Ele mordeu a menina, mas ela não pareceu dar muita atenção ao fato. Aplicou-lhe um bom e merecido chute - que inveja (dela, é claro) - e continuou sua divertida brincadeira.
A mãe dizia para mim "Ela vai machucar seu cachorro... Ana Luízaaaaaaaaaaaaa, solta o cachorro do moço!"
Eu, entre uma risada e outra, respondia "Que nada, esses animais são resistentes... fica tranquila. Aliás, não é um cachorro. É um poodle. Mas desde quando você está separada mesmo?". Vale dizer que era uma mãe solteira das mais gatas que eu já vi. E consegui seu telefone. Acho que vou chamá-la pra jantar semana que vem.
* * *
Cachorro? Aquilo não era um cachorro. Era a encarnação da besta do apocalipse. Por isso a moça patinava sozinha, sem ser importunada por gaiatos incômodos. Aquele mastodonte gigantesco vinha a seu lado, babando como um Cérbero. Já tinha conseguido um telefone aquela tarde - pensei - não valia a pena arriscar minha pele, literalmente falando, pra conseguir outro. Obrigado, mas de cachorro já bastava o meu. Se é que pode-se qualificar assim o protótipo de hamster que estava ao meu lado.
Mas os caninos são animais engraçados. Acho que eles não tem muita noção de sua compleição física. Enquanto aquela massa gigante e babenta seguia seu caminho sem importunar ninguém, o grande e corajoso Floquinho resolveu que era chegada a hora da caça: partiu para cima do bezerro latindo sem parar e arreganhando os dentes. Uh, que grande ameaça! Dava pra ver os joelhos do outro animal tremendo! Tá bom.
O monstro abriu uma bocarra capaz de engolir minha cabeça e investiu contra o inseto que impedia seu caminho.
Pensei logo: – Ih, vou ter que comprar outro cachorro pra Claudinha!
Mas qual nada. Floquinho, o heróico, desviou-se da mordida. Aí acho que se tocou de seu tamanho e desandou a correr. Claro que o mamute partiu atrás dele - presa fácil, oras. Eu fui atrás. Sabia que não poderia ajudar o rato em seu momento final, a hora do massacre, mas pelo menos ia recolher uns farelos para provar para a Claudinha que eu não tinha jogado seu pobre animal fora.
Corremos por uns 70 metros. Rato, Cérbero, eu e Afrodite - já que é pra colocar personagens de mitologia grega -, nessa ordem. Até que vi uma vala. É um local que escoa água do parque para... para... sei lá para onde. Nunca parei pra seguir aquilo. Sei que escoa água, e deve ter uns 3 metros de profundidade. Sem proteção. Ah, vale ressaltar que a água é escoada num filetezinho bem fino. E o protótipo de hamster se dirigia para lá, em linha reta. Quando ele atingisse a borda e parasse ia ser massacrado por seu algoz. Mas ele não parou!
Eu nunca tinha parado pra me perguntar o que acontece quando um cachorro de 30 centímetros salta para dentro de uma vala de 3 metros, e agora me arrependo por não ter estado perto o bastante para presenciar. Por mim eu iria deixá-lo lá mesmo, mas a moça demonstrou tanta preocupação com o meu cachorro que eu acabei fingindo desamparo.
Ela me deu seu telefone - he he he... para o caso de alguma despesa veterinária, sabe? -, desculpou-se e foi embora com seu paquiderme. Eu tive que entrar na vala, pegar aquela massa alquebrada, chorosa e enlameada que um dia foi um poodle e caminhar aproximadamente 1 quilômetro até que chegasse conseguisse chegar a um ponto mais elevado, para poder galgar minha saída daquele lodaçal fedorento. Levei o pobre animal ao veterinário, e agora ele está aqui, andando pela casa com uma pata engessada e uma proteção em seu pescoço, para impedi-lo de morder a tala. Parece um abajour com patas.
Essa figura dantesca, somada à seqüência de fatos que eu vivenciei hoje no parque, vão me dar motivos para rir à toa por um mês!
Mas acho que a Claudinha não vai ficar tão feliz...
decantado do Sobre nada... e talvez alguma coisa.
Levei o tal cachorro ao parque. Tem longos gramados e crianças a rodo. Se o cachorro for grande, será um bom lugar para ele, mas um inferno para as crianças. E se o cachorro for pequeno a equação se inverte: um inferno para ele, um paraíso para crianças. No caso do rato, a segunda opção era válida. Tinha uma garotinha - de uns 5 anos, mais ou menos - que perseguia o pobre animal a torto e a direito. E, quando alcançava, puxava seus pêlos e balançava-o pelas patas. Ele mordeu a menina, mas ela não pareceu dar muita atenção ao fato. Aplicou-lhe um bom e merecido chute - que inveja (dela, é claro) - e continuou sua divertida brincadeira.
A mãe dizia para mim "Ela vai machucar seu cachorro... Ana Luízaaaaaaaaaaaaa, solta o cachorro do moço!"
Eu, entre uma risada e outra, respondia "Que nada, esses animais são resistentes... fica tranquila. Aliás, não é um cachorro. É um poodle. Mas desde quando você está separada mesmo?". Vale dizer que era uma mãe solteira das mais gatas que eu já vi. E consegui seu telefone. Acho que vou chamá-la pra jantar semana que vem.
* * *
Cachorro? Aquilo não era um cachorro. Era a encarnação da besta do apocalipse. Por isso a moça patinava sozinha, sem ser importunada por gaiatos incômodos. Aquele mastodonte gigantesco vinha a seu lado, babando como um Cérbero. Já tinha conseguido um telefone aquela tarde - pensei - não valia a pena arriscar minha pele, literalmente falando, pra conseguir outro. Obrigado, mas de cachorro já bastava o meu. Se é que pode-se qualificar assim o protótipo de hamster que estava ao meu lado.
Mas os caninos são animais engraçados. Acho que eles não tem muita noção de sua compleição física. Enquanto aquela massa gigante e babenta seguia seu caminho sem importunar ninguém, o grande e corajoso Floquinho resolveu que era chegada a hora da caça: partiu para cima do bezerro latindo sem parar e arreganhando os dentes. Uh, que grande ameaça! Dava pra ver os joelhos do outro animal tremendo! Tá bom.
O monstro abriu uma bocarra capaz de engolir minha cabeça e investiu contra o inseto que impedia seu caminho.
Pensei logo: – Ih, vou ter que comprar outro cachorro pra Claudinha!
Mas qual nada. Floquinho, o heróico, desviou-se da mordida. Aí acho que se tocou de seu tamanho e desandou a correr. Claro que o mamute partiu atrás dele - presa fácil, oras. Eu fui atrás. Sabia que não poderia ajudar o rato em seu momento final, a hora do massacre, mas pelo menos ia recolher uns farelos para provar para a Claudinha que eu não tinha jogado seu pobre animal fora.
Corremos por uns 70 metros. Rato, Cérbero, eu e Afrodite - já que é pra colocar personagens de mitologia grega -, nessa ordem. Até que vi uma vala. É um local que escoa água do parque para... para... sei lá para onde. Nunca parei pra seguir aquilo. Sei que escoa água, e deve ter uns 3 metros de profundidade. Sem proteção. Ah, vale ressaltar que a água é escoada num filetezinho bem fino. E o protótipo de hamster se dirigia para lá, em linha reta. Quando ele atingisse a borda e parasse ia ser massacrado por seu algoz. Mas ele não parou!
Eu nunca tinha parado pra me perguntar o que acontece quando um cachorro de 30 centímetros salta para dentro de uma vala de 3 metros, e agora me arrependo por não ter estado perto o bastante para presenciar. Por mim eu iria deixá-lo lá mesmo, mas a moça demonstrou tanta preocupação com o meu cachorro que eu acabei fingindo desamparo.
Ela me deu seu telefone - he he he... para o caso de alguma despesa veterinária, sabe? -, desculpou-se e foi embora com seu paquiderme. Eu tive que entrar na vala, pegar aquela massa alquebrada, chorosa e enlameada que um dia foi um poodle e caminhar aproximadamente 1 quilômetro até que chegasse conseguisse chegar a um ponto mais elevado, para poder galgar minha saída daquele lodaçal fedorento. Levei o pobre animal ao veterinário, e agora ele está aqui, andando pela casa com uma pata engessada e uma proteção em seu pescoço, para impedi-lo de morder a tala. Parece um abajour com patas.
Essa figura dantesca, somada à seqüência de fatos que eu vivenciei hoje no parque, vão me dar motivos para rir à toa por um mês!
Mas acho que a Claudinha não vai ficar tão feliz...
decantado do Sobre nada... e talvez alguma coisa.
Outras chamadas pra capa de Playboy com a Suzane Von Rich&%#@tofen:
- Ela matou por amor. E agora nos mata de tesão!
- Suzane mostra toda a fortuna escondida dos Rich&%#@tofen!
- Muito mais que o simples papai-e-mamãe!
impresso no Foca News
- Ela matou por amor. E agora nos mata de tesão!
- Suzane mostra toda a fortuna escondida dos Rich&%#@tofen!
- Muito mais que o simples papai-e-mamãe!
impresso no Foca News
23.11.02
O Zé Luiz estava radiante e todo empolgado com o seu “brinquedinho”. O Seu Juvêncio, o bigodudo gago, o ex-campeão brasileiro de 57, iria iniciá-lo nas artes do balonismo amador. Não sem custos, claro. O aluguel de uma picape, várias viagens a Pindamonhangaba (inclusive uma durante uma noturna tempestade de granizo), a compra de diversos equipamentos inúteis ou úteis mas fora da bitola, uma briga com a noiva e um estouro do limite do cartão foram todas etapas necessárias enquanto eram preenchidos formulários da Receita Federal, curso de brevê da ABB, da Infraero e seilá o que mais. Embora eu considere que o único formulário fundamental seria um exame psiquiátrico detalhado da cabeça do Zé, que a essa altura já estava imaginando como usar o balão como meio de transporte intercontinental.
Pois bem, ao final das contas, esse que vos fala já está oficialmente escalado e cadastrado como equipe de resgate. Eu deveria examinar a MINHA cabeça.
Pois bem, ao final das contas, esse que vos fala já está oficialmente escalado e cadastrado como equipe de resgate. Eu deveria examinar a MINHA cabeça.
ja abri mao de muita coisa na minha vida. sempre. se nao errei nas contas, vir pra ca significa comecar do zero pela quarta vez na minha vida. sozinha. talvez tenha que comecar do zero pela quinta vez quando eu voltar para o brasil. isto me deixa triste... me deixa cansada e preocupada por antecipacao. me faz pensar se eu nao errei ao teimar em vir pra ca. mas ai, ao acordar hoje eu me lembrei porque vim para ca. nao estava feliz com o que havia conquistado. a ruptura foi necessaria e ao me dar conta de que o que eu esperava de pior eh o que vai acontecer... bom... isto doi... mas se eh a vida... se eh o que esta reservado para mim... bom... vamos la... eu vou dar a volta por cima pela quinta, pela sexta, pela setima... nao vou me cansar... sou uma guerreira... mas as vezes... mesmo os mais valentes precisam de um pouco de colo...
bipado pelo [boop it]
bipado pelo [boop it]
O nome dele era Wladimir... ele era lindinho, japonezinho, parecia o cebolinha!! Era o menino mais inteligente da sala e a tia vivia elogiando-o, todas as meninas da sala eram apaixonadas por ele. Eu adorava qdo acabava a aula e a "tia" nos mandava ficar de cabeça baixa. Eu ficava olhando p/ele e ele olhando p/mim... Um dia eu cheguei na sala e tinha um bombom na minha mesa escrito EU TE AMO (com aquela letrinha de primeira série) e perguntando se eu queria ser a namorada dele. Claro que eu quis!!!!
Era tão lindo, todo dia ele comprava pipoca p/mim na hora do recreio, me empurrava no balanço e às vezes roubava uma florzinha p/mim, de vez em quando eu o deixava pegar na minha mão. Foi lindo!!!! Só q acabou a primeira série, fomos p/segunda e ficamos em turmas diferentes, nosso amor não resistiu à separação.
Eu o reencontrei anos depois na universidade, ele se lembrou de mim, não sei se lembrou q nós fomos namorados, mas foi o namoro mais lindo que eu tive na vida...
rememorado pelo BLÁ BLÁ BLÁ....
Era tão lindo, todo dia ele comprava pipoca p/mim na hora do recreio, me empurrava no balanço e às vezes roubava uma florzinha p/mim, de vez em quando eu o deixava pegar na minha mão. Foi lindo!!!! Só q acabou a primeira série, fomos p/segunda e ficamos em turmas diferentes, nosso amor não resistiu à separação.
Eu o reencontrei anos depois na universidade, ele se lembrou de mim, não sei se lembrou q nós fomos namorados, mas foi o namoro mais lindo que eu tive na vida...
rememorado pelo BLÁ BLÁ BLÁ....
Hoje estava pensando: o que fazer nesse fim de semana?? Sem namorado, sem carro, sem macdonald's, sem money... que vidinha... Ai lembrei do texto para formatura, mas estava muito limitada aos meus pensamentos e lembranças... então resolvi jogar pela internet e baixei o Stella, que tem joguinhos Atary, muito legal, mas mal consegui mecher meu pacman e ele era morto pelos fantasminhas, ai fiquei jogando frogger que era bem mais legal, mas enjoei, fui comer eram 14 hs, fiz meu macarrão e o telefone tocou exatas 12 vezes, 2 enganos e o resto não era para mim. Depois de ler o jornal, fui ver TV... que m... , entre Gasparzinho, LSJack e Um dia de princesa, parei em um dia de princesa... pensei seriamente em escrever uma carta para o Netinho (falando nisso, o cabelo dele é cabelo ou é uma pintura??). Entediada, fui dar um jeito nas minhas unhas ouvindo rádio... bicho, Vital é uma m..., agora só passa música baiana no rádio!!! Revoltada, voltei ao João Paulo (aaaaah, Joãozinho é meu pc, eu sempre pensei que ele fosse mulher, mas como tava dando muito problema, percebi que era homem...) e resolvi, num ato de descontrole deletar meu antigo blogger e criar esse novo, com comentários, mas ainda não deu certo, e estou p... da vida com isso. Ai eu penso: o que fazer agora? Estudar ou ver TV?? Bicho, fim de semana é uma droga, nem na praia posso ir porque estou sem protetor solar... alguém me salve...
exclamado pelo Preciso falar!!
exclamado pelo Preciso falar!!
Diário de bordo. 1º dia. Segundona.
Após um longo tempo de acenos e lágrimas, deixamos o Campo de Marte em direção sabe-lá-deus-onde. O cheiro de porco queimado ainda tomava o ar quando notamos alguns pichadores a caminho da casa de Suzane Reichtolffz, aquela que matou o casal Reshentolfzz depois de ter jogado o irmão Pedrinho Reifentovz num cybercafé de Goiás.
Também pudemos ver o Zagallo de rayban escuro desembarcando, junto com Aldayr e Blanco, na Coréia de Seul. Estávamos cansados mas felizes, também. Afinal era primeira vez que testaríamos as lentes dos óculos de Lewis Carrol em nosso telescópio Bubbles com o objetivo de encontrar o esconderijo do promotor Igor. Celeste fez um chá. Dormimos.
Após um longo tempo de acenos e lágrimas, deixamos o Campo de Marte em direção sabe-lá-deus-onde. O cheiro de porco queimado ainda tomava o ar quando notamos alguns pichadores a caminho da casa de Suzane Reichtolffz, aquela que matou o casal Reshentolfzz depois de ter jogado o irmão Pedrinho Reifentovz num cybercafé de Goiás.
Também pudemos ver o Zagallo de rayban escuro desembarcando, junto com Aldayr e Blanco, na Coréia de Seul. Estávamos cansados mas felizes, também. Afinal era primeira vez que testaríamos as lentes dos óculos de Lewis Carrol em nosso telescópio Bubbles com o objetivo de encontrar o esconderijo do promotor Igor. Celeste fez um chá. Dormimos.
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